quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Resumo da Assembleia Popular de 5 de Novembro de 2011

A Assembleia Popular do Porto, realizada a 5 de Novembro de 2011, teve lugar frente à Câmara Municipal do Porto, na praça Almeida Garrett e começou às 15h com uma breve discussão sobre o seu funcionamento.
A seguir, cada grupo de trabalho reuniu-se por separado ate às 17h, momento em que todos os grupos voltaram a juntar-se.
A próxima Assembleia Popular decorrerá no sábado, dia 12 de Novembro de 2011, no mesmo local (caso faça sol), ou no coreto da Cordoaria caso faça chuva (15h00).

1. Grupo “Novas economias”
Confirmou-se que a peça de teatro como forma pedagógica de sensibilização e compreensão da actual realidade financeira e económica se realizará a 24 de Novembro, dia da greve geral, em frente ao banco de Portugal. Ainda não foi apresentado o guião, mas será finalizado durante esta semana para apreciação geral.
No dia, será necessária a presença de toda a gente, esse foi o apelo, para que não haja problemas logísticos (por exemplo, para que não falte gente a distribuir flyers).
Garantiu-se a existência dum sistema de som. Ficou de se ver se algum dos cafés das redondezas fornece electricidade. Em alternativa, na próxima assembleia ver-se-á quantos megafones disponíveis existem. Vão ser necessárias roupas especiais (não foram definidas), cartazes e flyers, que estão também em fase de produção. Os cartazes já feitos foram aprovados (à excepção de um). Mas haverá mais propostas.
Haverá também uma brochura com informações sobre a peça e uns pós de teoria económica alternativa (se, neste caso particular, se chegar a consenso).


2. Grupo “Democracia real”
Falou-se da manhã de gravação de entrevistas em registo vídeo e promete-se sacar os excertos mais relevantes para divulgação. Um trabalho a ser apresentado nos próximos tempos.
Bastante discussão provocou uma ideia de acção deste grupo. A ideia seria simular uma votação em que os boletins de votos tivessem figuras de partidos políticos ligados a interesses empresariais (nomeadamente à banca) com a referência ao partido e ao interesse que essa pessoa representa. Seriam dadas duas ou três alternativas que, no limite, dariam o mesmo resultado. Isto seria acompanhado por cartazes e promessas eleitorais e haveria também uma faixa. Os problemas surgiram por haver quem temesse que a acção pudesse ser encarada como campanha abstencionista, coisa que está longe de ser consensual nesta assembleia. O desaparecimento da urna de voto foi colocado como possibilidade que parecia caminhar para o consenso, até que uma das pessoas que tinham estado na origem da ideia inicial disse que, sem urna, a acção perdia a lógica. Assim, ficou de se tirar algum tempo para pensar em possibilidades que nos permitam manter a acção, sabendo que o caminho é estreito, por se ter que incluir quem defende e quem combate a abstenção. Nesse sentido, é urgente pensar em:
  • Urna – sim ou não (se for não, que alternativa permite que a acção não perca a lógica?... falou-se numa avestruz com a cabeça lá enfiada em vez duma frase, mas não se definiu nada)
  • Se houver urna, o que se escreve lá?
  • ideias para promessas eleitorais
  • frase para faixa
Para que não haja perdas de tempo, houve uma quantidade de frases que foram lançadas (tanto para a faixa como para a urna) e que não mereceram aprovação geral (algumas foram bloqueadas, outras não chegaram a ser postas a aprovação, mas não suscitaram um entusiasmo geral que fizesse parecer que seriam consensuais) : “a tua democracia morreu aqui”, “só és cidadão de 4 em 4 anos”, “a democracia não é só de 4 em 4 anos”, “o teu voto não passa dum papel”, “eleger quem nos oprime não é democracia”, “se podes eleger e não destituir, não é democracia”, “99%”, “a democracia somos nós”. Este será um trabalho moroso, pelo que é necessário iniciá-lo o quanto antes. Até porque esta acção está programada para o dia da greve geral, 24 de Novembro.

3. Grupo “Habitação”
Um companheiro informou-nos da existência, desde a assembleia popular de 12 de Março, da existência dum grupo que trabalha as questões relacionadas com a habitação. Soubemos das acções já realizadas e dos enfoques que pretendem ter (apoio a moradores com ameaças de despejo e problemas pelo não pagamento da luz e da água). Este grupo reune-se na quarta-feira, dia 9, às 21h30, no Terra Viva (Rua dos Caldeireiros, 213, Porto) e apelam a que apareça toda a gente que esteja interessada no assunto.

4. Grupo “Métodos/Ações/Mobilização popular”
Combinou-se o encontro para a demonstração de solidariedade com os trabalhadores da STCP. Será no local das assembleias, no dia 8 de Novembro, às 14h30. Teremos faixa a identificar-nos e flyers para distribuir. É uma hora que não convém a todos, pelo que se apela que os que possam não deixem de o fazer.
Foi apresentada a acção programada para o dia 11.11.11. Um ataque aéreo (a hélio!!) à torre da precariedade, Campanhã, 12h30. Será levantada uma faixa e haverá distribuição de flyers. Mais uma vez o horário impedirá a comparência de muita gente. Mas, podendo, aparece.

5. Coordenação importante
Para não se perder a ligação à Assembleia Popular do Porto surgida no seguimento do 11 de Março, achou-se por bem criar um link no Blog “actual” para o “antigo”.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ataque Aéreo – 11/11/11



Assembleia Popular do Porto responde ao apelo de manifestação mundial

 A Assembleia Popular do Porto está a preparar para o dia 11/11/11, pelas 12:30 horas, um ataque aéreo à torre da precariedade em Campanhã, no Porto. Num dia em que são esperadas várias manifestações por todo o mundo, a APP quer com este ataque transmitir de forma bem clara a sua posição relativamente às políticas levadas a cabo pelo governo atual.

O Call Center da Zon, em Campanhã, é o alvo escolhido para a realização desta ação, por ser um dos muitos exemplos da multiplicação viral da precariedade como forma instituída de emprego. Este ataque aéreo levará, andar a andar, as palavras de ordem até ao topo da torre da precariedade.

Constituída por um grupo livre de cidadãos, a Assembleia Popular do Porto surge no seguimento do Protesto Internacional de 15 de Outubro, que no Porto contou com mais de vinte mil pessoas. Não se rege por nenhum programa partidário, é controlado pela força da vontade de mudança e opõe-se ao mito da inevitabilidade do sofrimento social que o Governo impõe.

Todos os sábados pelas 15h, a Assembleia Popular do Porto reúne-se em frente à Câmara Municipal para discutir e trabalhar em soluções alternativas às políticas do Estado, assim como formas de luta e consciencialização. O ataque aéreo de 11/11/11 garante não deixar ninguém indiferente.

Contamos convosco!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Resumo da Assembleia Popular de 29 de Outubro de 2011


A Assembleia Popular do Porto realizada a 29 de Outubro de 2011 teve lugar frente à Câmara Municipal do Porto, na praça Almeida Garrett, começou às 15h com uma breve introdução sobre a origem e funcionamento da mesma. A seguir cada grupo de trabalho reuniu-se por separado ate às 17h, momento em que todos os grupos voltaram a juntar-se. A próxima Assembleia Popular decorrerá no sábado dia 5 de Novembro de 2011, mesmo local (caso faça sol), no coreto da Cordoaria caso faça chuva (15h00).


1. Propostas do grupo de trabalho para uma «nova economia»:
1) O grupo debateu si deveriam começar a trabalhar com prioridade num âmbito teórico ou de forma prática (de ação). Optou-se por passar à acção.
2) Peça de Teatro como forma pedagógica de sensibilização e compreensão da atual realidade financeira e económica: O grupo tenciona apresentar na próxima assembleia um guião e começar a trabalhar em conjunto com o Grupo de trabalho de «educação/cultura/património» para a sua concretização. Falou-se também do dia 24 de Novembro como data possível para a sua estreia.


2. Propostas do grupo de «educação/cultura/património»:
1) Tema da Centralização
2) Proposta de criação dum papel informativo sobre a situação atual da educação e possíveis propostas. Além da sua função pedagógica, tenciona ser um meio para:
- Dar a conhecer aos estudantes a existência da Assembleia Popular do Porto.
3) Retomar o contacto com as pessoas que assistiram no dia 15 de Outubro, após à
manifestação, à Assembleia Popular.


3. Propostas apresentadas pelo grupo de trabalho de «métodos/ações/mobilização popular»:
1) Apoio à greve geral do dia 24 de Outubro:
- Apelo à cidadania para colocação de faixas nas janelas de apartamentos e moradias. Propõe-se colocar no blog sugestões de lemas de apoio à greve geral.
2) Fazer uma concentração com uma faixa que nos identifique como Assembleia Popular do Porto no dia 8 de Novembro para apoiar a manifestação dos Trabalhadores do Transporte Público do Porto.
3) Como prolongamento das mobilizações globais iniciadas no 15 de outubro: Concentração no dia 11 de Novembro (11-11-2011) à porta dum Callcenter, um dos muitos contextos precários:
-No dia 2 de Novembro, Terça feira, às 21 horas, haverá uma reunião aberta no Café Ceuta para organizar esta ação.
4) Colocação duma faixa e distribuição de flyers como apoio á concentração dos funcionários públicos e privados no dia 12 de Novembro em Lisboa.



4. Propostas apresentadas pelo grupo de trabalho de «organização das assembleias populares»
1) Será redigido um pequeno texto com informações sobre a origem e funcionamento da Assembleia Popular do Porto para a sua distribuição às pessoas que venham por primeira vez à mesma. Eventualmente, este papel será feito em conjunto com o grupo de “métodos/ações/mobilização popular”
2) Criação de cartões que identifiquem cada grupo de trabalho.
3) Criação duma faixa de identificação da Assembleia Popular do Porto.
4) Rotação mensal das pessoas encarregadas do blog e do email da Assembleia Popular do Porto.
5) Periodicidade fixa das Assembleias: Todos os sábados às 15h
6) Tendo em conta a proximidade do Inverno e das chuvas, discutiu-se sobre possíveis locais
onde poderão ter lugar futuras assembleias. No próximo sábado cada pessoa poderá dar a
sua proposta de local, aberto ou fechado, sempre que não nos obrigue a institucionalizar-nos
como grupo.


5. Propostas do grupo de trabalho para «mais democracia»:
1) Responsabilização judicial dos políticos.
2) Possibilidade de Revogação popular de Mandatos.
3) Elaboração duma petição, instrumento de recolha de assinaturas para serem levadas ao parlamento com proposta de lei anexa que assegure a possibilidade de revogação popular de mandatos da classe política:
- Propõem-se sair á rua com uma câmara de video para sondar a sensibilidade das pessoas para estas questões.
- Houve uma discussão na que algumas pessoas da assembleia questionaram si este método de ação terá alguma efetividade, mas ninguém bloqueou a proposta. Falou-se de que, ainda que a proposta possa não ser aceite no parlamento, este método pode ser positivo em termos de mobilização individual e em termos de credibilidade como movimento.
- Caso consigamos colocar a peça de teatro criada pelos grupos de “Novas economias” e “educação/Cultura/Património” em diferentes locais (juntas de freguesia, associações, etc), ao fim da mesma aproveitaria-se para a recolha de assinaturas.

Ao fim da assembleia, falamos da possibilidade de se realizar no futuro uma discussão de perspetivas ideológicas para conhecermos as diferentes sensibilidades dentro do grupo. Também foi referida a importância de divergir as nossas energias tanto para as questões nas que estamos “em contra” como também para construirmos novas alternativas nas que possamos chegar a tomar como caminhos resolutivos da situação que nos levou a formar este grupo.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Assembleia Popular do Porto reúne dia 29 (sábado)


dia 29 de Outubro, sábado, a Assembleia Popular do Porto reunirá para dar continuidade ao trabalho iniciado, às 15h, em frente à Câmara Municipal do Porto, (ou na Estação de S. Bento, em caso de chuva).

Resumo da Assembleia Popular de 22 de Outubro de 2011


A Assembleia Popular realizada a 22 de Outubro de 2011, em frente à Câmara Municipal do Porto, na praça Almeida Garrett reuniu primeiramente em plenário, começando-se com um debate sobre várias experiências assembliárias experienciadas pelos participantes: no Porto, em Lisboa, na Grécia e em Espanha. Falou-se do momento político e das acções de luta anti-austeritárias agendadas e da capacidade de acção, e de representatividade, de uma Assembleia Popular. Discutiu-se também o modelo de tomada de decisão da assembleia – entre a decisão por votação maioritária e o consenso, a assembleia decidiu, unanimemente, e depois de debatidos prós e contra de várias hipóteses, assumir o consenso como método de trabalho, bem como uma estrutura horizontal e rotativa de organização. 

O consenso trabalha a construção de uma decisão que possa ser aceite por todos, sem levar a exclusão de nenhum elemento da Assembleia - na tomada de decisão não há maioria nem minoria. Todavia os/as participantes que não se sintam confortáveis com a decisão tomada ou que tenham dúvidas sobre ela, ou ainda que com ela não possam comprometer-se, podem abster-se, salvaguardando a sua posição. A votação a favor de uma qualquer decisão implica a responsabilidade em ajudar a levá-la à prática, sendo por isso já uma decisão responsável e comprometida. Se a proposta de decisão não é aceitável para qualquer um/uma participante, por uma razão de princípio que não permita aceitá-la, haverá um voto de bloqueio, que enquanto não for retirado ou alterado, implica a não tomada de decisão da assembleia. Deve ser por isso um voto só usado em questões de natureza fundamental, em consciência das suas implicações para o colectivo. 

Debateu-se também a organização do trabalho na Assembleia, tendo sido acordado que experimentaríamos subdividir a assembleia em pequenos grupos de debate/acção, permeáveis, por tema e a partir dos pontos levantados na Assembleia realizada no dia 15 de Outubro, e pelas necessidades e disponibilidades óbvias no momento. Constituíram-se assim grupos informais de trabalho de economia, democracia, métodos de intervenção e mobilização, educação/cultura/património e organização de assembleias. Esses grupos reuniram, de seguida, para debater propostas que foram, no fim, devolvidas à consideração da Assembleia. 

1. Propostas apresentadas pelo grupo de trabalho de «organização das assembleias populares» 

- Cada Assembleia deve iniciar-se pela explicação do funcionamento em consenso e sem hierarquia, bem como a significação de de vários gestos que ajudam a tornar mais fácil a comunicação entre participantes da assembleia, por exemplo para manifestar discordância ou aprovação, um pedido de esclarecimento, uma resposta direta, um ponto de ordem técnica, etc. 

- Para tornar mais eficiente o funcionamento de cada assembleia haverá sempre um/uma participante com a responsabilidade de ajudar a facilitar a discussão, um/uma participante que toma nota dos pedidos de intervenção, um/uma participante que redige o resumo da assembleia. Estas responsabilidades serão sempre rotativas, havendo um segundo grupo de participantes que ajuda o primeiro nas respetivas tarefas, tomando o seu lugar em próximo assembleia, na qual se escolhe o grupo de três pessoas que se seguirão nessa tarefa. 

- A Assembleia funcionará em plenário, mas também em grupos de trabalho, que apresentarão as suas decisões e propostas ao plenário. Os grupos de trabalho não têm autonomia perante a Assembleia a não ser na forma de levar a cabo as decisões aprovadas em assembleia. 

- Face à proposta de rotatividade do local de reunião da Assembleia Popular, o grupo de trabalho propôs que a Assembleia seja, na medida do possível, descentralizada, mas só se farão assembleias em locais diferentes do centro do Porto quando estiverem garantidas condições locais de interesse pela sua realização e houver uma proposta concreta para tal. 

- Foi proposto que a Assembleia Popular assumisse a designação de Assembleia Popular do Porto, desde que garantida a não oposição dos participantes na prévia Assembleia Popular do Porto criada após a manifestação da 12 de outubro de 2010. Foi também proposto que esta Assembleia Popular incorporasse nela todo o trabalho e experiências quer da primitiva Assembleia Popular do Porto quer da Acampada do Porto, já que agrupa muitos/as participantes dessas duas experiências. 

- Foi proposto criarem-se meios de comunicação digitais – mailing list e blog – de acesso transparente a todos/as participantes na Assembleia Popular do Porto. Foi decidido ainda ter o cuidado de garantir a chegada de informação a todas as pessoas interessadas em participar na Assembleia Popular do Porto e que não tenham acesso ou acesso fácil à net. 

- Foi decidido criar uma faixa a exibir em todas as assembleias para identificar a Assembleia Popular do Porto. 

- Foi proposta a realização de nova Assembleia Popular para o próximo dia 29 de outubro no mesmo local, Praça Almeida Garrett, em frente à Câmara Municipal do Porto, com possibilidade de ser transferida, em caso de chuva, para S. Bento, às 15h. 

As anteriores propostas foram aprovadas na Assembleia (doravante chamada) Popular do Porto. 

2. Propostas apresentadas pelo grupo de trabalho de «métodos/acções/mobilização popular»:

Princípios fundamentais da acção
1) Não violenta
2) Propagandística (apelo à adesão popular massiva)
3) Frequente (sucessiva e repetida)
4) Coordenada (com outras acções)
5) Empática (com os seus destinatários)

Temas da Contestação
Enunciados individualmente ou relacionando-os entre si.
- acesso aos bens essenciais
- preço dos transportes
- acesso à saúde
- acesso à educação 
- sobre-dosagem da carga fiscal
- empobrecimento geral e generalizado
- sistema financeiro
- falência democrática
- corrupção
- privatizações
- invasão troikana
- desvio do projecto europeu
- perda de soberania nacional

Métodos de concretização
- manifestações
- ocupações
- materiais informativos
- sessões de esclarecimento em locais públicos
- activismo político diário
- propaganda
- sabotagem

Estes temas, princípios e métodos foram aceites pela Assembleia Popular do Porto. 
O grupo de trabalho centrou-se em soluções propagandísticas que mobilizem uma manifestação massiva aquando a Greve Geral de 24 de Novembro, propondo à Assembleia a elaboração de um calendário de acções, a desenvolver em futuras Assembleias que, carecendo de concretização e desenvolvimento, não tiveram nenhuma oposição de princípio na Assembleia:

1) Estádio do Dragão - Distribuir informação à entrada do estádio que promova os ideiais comuns do movimento.Mostrar mensagens, durante o jogo, a partir das bancadas que promovam os ideiais do movimento.
2) Segurança Social /Loja do Cidadão/Finanças/Correios - Acções de sensibilização distribuindo folhetos com informação que promova os valores comuns do movimento ou prestando esclarecimentos pessoais sobre a alternativa política.
3) Escolas - Promover a adesão da comunidade estudantil, sobretudo das escolas secundárias e universidades, através de sessões de esclarecimento e distribuição de folhetos informativos nas suas instalações, ou usar a peça de teatro proposta pelo grupo da Economia e Finanças sobre o funcionamento do sistema financeiro em vigor como fórmula de sensibilização.
4) TV e Rádio - Intervenções televisivas, a partir do público ou através de participações telefónicas, nos programas em directo ; Intervenções televisivas nas coberturas mediáticas de eventos; Comunicados à imprensa.
5) Internet - Mudança das fotos de perfil dos utilizadores das redes sociais para a "cara" do movimento.
Entupir caixas de e-mail de instituições com mensagens de apelo à mobilização geral. Os mails podem ser diferentes abordando os vários fundamentos e propostas do movimento. Serve à mobilização dos trabalhadores desses serviços. Pode fazer-se o mesmo com os serviços de apoio ao cliente gratuitos e telefonar aos trabalhadores apelando à greve geral, manifestando as mesmas mensagens dos e-mails. Bloquear os acessos aos sites dessas empresas e instituições. 
6) Ocupações - Ocupações de espaços.
7) Casas - Colocação de faixas com mensagens políticas nas janelas e varandas.
8) Outros sugeridos em discussão: Identificação visível do movimento, nos espaços onde se derem encontros dos seus membros, pela colocação de faixas. 

3. Propostas do grupo de trabalho para uma «nova economia»: 

Acções de sensiblização - exigências/objectivos:1) Retirar o memorando da Troika
2) Petição para que se faça Auditoria à dívida, considerada odiosa uma vez que não foi contraída nem pela população portuguesa nem em seu benefício.
3) Nacionalização da Banca
4) Política fiscal justa
5) Redistribuição da Riqueza
6) Controlo popular democrático sobre a a economia
7) Renuncia à privatização da produção de bens e serviços essenciais: água, electricidade, transportes
8) Eliminação dos precários na função pública

Suportes impressos
1) Posters
2) Panfletos
3) Autocolantes

O grupo de trabalho levou à Assembleia uma proposta de sensibilização/explicação do sistema económico e financeiro à população e uma acção concreta de uma peça de teatro para realização junto ao Banco de Portugal, projectos que carecem de concretização e desenvolvimento mas que não tiveram oposições de fundo na Assembleia Popular do Porto.

4. Propostas do grupo de trabalho para «mais democracia»: 
O grupo de trabalho levou à Assembleia uma proposta de uma acção de sensibilização para o aumento do IVA na electricidade, e outra para a defesa da proposta da transformação dos mandatos políticos em mandatos revogáveis em caso de incumprimento do programa eleitoral. Apresentou ainda a proposta da recolha de assinaturas para a criminalização do enriquecimento ilícito por responsáveis políticos – estas propostas carecem de concretização e desenvolvimento mas que não tiveram oposições de fundo na Assembleia Popular do Porto.

5. Propostas do grupo de «educação/cultura/património»: 
O grupo de trabalho propôs à Assembleia a defesa do direito à utilização pública dos espaços e equipamentos públicos, a elaboração de um vídeo de sensibilização para a luta contra a subida para 23% do IVA dos espectáculos, a elaboração de uma proposta para a utilização de manuais escolares alternativos e não centralizados, a elaboração de um plano de formação informal, complementar ao ensino público e a defesa da descentralização da atribuição dos subsídios aos grupos de teatro. Todas estas propostas carecem de concretização e desenvolvimento mas que não tiveram oposições de fundo na Assembleia Popular do Porto. 

Este grupo manifestou ainda a abertura a propostas de dramatização de textos em acções públicas, a pedido de qualquer grupo de trabalho da Assembleia.

sábado, 15 de outubro de 2011

Assembleia 15O Porto


No dia 15 de Outubro de 2011, realizou-se um protesto, no Porto, em adesão ao protesto internacional do 15O, convocado pelos movimentos espanhóis Indignados e Democracia Real Já, que teve a adesão de mais de 20 000 pessoas, no Porto.

Esse protesto foi localmente convocado pelo Colectivo de Intervenção Popular, (iniciado pelos organizadores da manifestação de 12 de Março, no Porto) que apresentou um manifesto para o mesmo, um posicionamento político e reivindicativo desse grupo de trabalho. Os organizadores do 15O-Porto ressalvaram no próprio documento que não pretendiam que ele resumisse de forma nenhuma o protesto em que queriam nas ruas - a ideia era dar espaço à indignação das pessoas, que trouxessem (ou fizessem no local, em workshop de pancartas) as suas próprias reivindicações e se apropriassem da manifestação, reclamando o direito à rua e ao poder da participação popular.

Depois da manifestação, que terminou nos Aliados, em frente à Câmara Municipal, houve uma sessão de 'microfone aberto' (tal como na concentração, na Batalha) para quem quisesse amplificar as suas razões de protesto.  A organização propôs, depois, uma assembleia popular sob o tema da continuidade do protesto 15O. Nessa assembleia levantaram-se variadas propostas de temas de discussão, bandeiras e campos de acção. A organização apresentou, em paridade com as restantes ideias, as propostas concretas que constavam no manifesto. Todos os temas recolhidos ficaram como proposta de discussões para subsequente Assembleia, a realizar no dia 22 de Outubro, às 15h. Ao tão pragmático 'e se chove?', responde a assembleia que se reúne em S. Bento. A estação.